domingo, 22 de março de 2015

Desafios, conquistas e novos capítulos para a história feminina

A mulher sempre cumpriu papel protagonista na História. O protagonismo, no entanto, nem sempre veio revestido de liberdade ou justiça. Sob o manto da submissão e do machismo, as mulheres, ao longo dos séculos, foram refazendo a concepção estabelecida para elas social, cultural e economicamente. Da vida doméstica até ao perfil múltiplo da mulher contemporânea, muitas lutas, derrotas e conquistas permearam a narrativa feminina.



O século XXI retrata uma nova realidade. Hoje legitimadas na sociedade, as mulheres celebram vitórias e lidam com novas exigências. O preço pela igualdade entre gêneros foi oneroso. Muito sangue foi derramado. Aliás, muito sangue ainda é derramado pela impunidade e por um machismo que conseguiu atravessar gerações. Para ilustrar o quadro, um dado alarmante. Um estudo feito em 84 países pela Organização das Nações Unidas revelou que o Brasil é o sétimo país que registra casos de violência contra a mulher.

O prejuízo humano continua crescendo. Quase 4,5 mil mulheres foram mortas em 2010 - mais do que o triplo do total registrado em 1980. Nesses 33 anos, ocorreram mais de 90 mil assassinatos de mulheres. Entre as principais causas apontadas desse mapa de violência estão a impunidade, o machismo e o alcoolismo. Os números demonstram que em meio às conquistas, há muito ainda pelo que lutar. O direito a vida é um deles.

A jornalista e coordenadora de comunicação institucional da AD2M Engenharia de Comunicação, Rafaela Brito, destaca que o machismo no Nordeste ainda é muito latente, inflamando a relação entre os gêneros. “Creio que não conseguimos ainda avançar de forma satisfatória. Eu mesma não estou satisfeita e fico muito triste quando vejo uma mulher sendo tratada com grosseria por homens, só por ser mais ‘frágeis’, isso é nítido. Mulheres ainda são mortas, apanham e são mal tratadas por conta desse machismo, que muitas vezes é até velado. Leis estão sendo criadas. O assunto tem sido mais discutido e torço para que esse quadro mude em breve, para que haja um equilíbrio natural entre homens e mulheres em todos os quesitos”, comenta.

Mercado de trabalho

Cuidar da casa, dos filhos, do marido. Lavar, passar, cozinhar. Durante muito tempo, o papel feminino restringia-se ao doméstico. O mundo mudou. A sociedade mudou. Mas, a mulher, mesmo no mercado de trabalho, ainda continua lavando, passando e cozinhando, direta ou indiretamente. A sua função não foi trocada de lugar, mas desdobrada em mais expedientes. É a conhecida jornada tripla. Não é fácil, mas para grande parte delas, é recompensadora.

A professora Conceição de Maria Freitas Fortes conhece muito bem a rotina extenuante da tripla jornada. Ela trabalha em escolas diferentes, enfrenta três expedientes, é casada e mãe de três filhos. “A minha vida sempre foi muito cansativa, mas gratificante. Tanto em relação à tripla jornada de trabalho, quanto em relação aos filhos. Como professora estou contribuindo para a educação de várias crianças e quanto aos meus filhos, não me arrependo de nada. Nunca deixei de acompanhar meus filhos por conta dos meus três trabalhos, sempre soube dosar essa questão. Apesar do pouco tempo, sempre estive próximo, orientando, participando de todos os momentos de prazer e na hora de dar carão, eu dava. Nunca me senti culpada pela falta de tempo”, afirma.

Tempo, aliás, é um fator que sempre acompanha a narrativa feminina...para o bem e para o mal. A presidente do Sindicato dos Engenheiros do Ceará (Senge-CE), Thereza Neumann, formada em Engenharia Elétrica, reflete sobre o efeito do tempo ou falta dele no resultado da produção feminina. “Não tenho filhos, mas familiares (mãe e tias idosas) que necessitam de toda atenção, carinho e dedicação. Não é fácil, pois nada pode ser usado como justificativa para o atraso ou redução da capacidade produtiva. No mercado, os profissionais precisam se equiparar, mesmo que em casa tenham situações completamente diferentes. Na realidade, as mulheres, em sua maioria, vivem assoberbadas de responsabilidades. Se prevalecesse a lógica e justiça, se houvesse uma compensação, se o mundo fosse menos capitalista, as mulheres teriam expedientes reduzidos e remunerações idênticas aos homens. Tenho certeza, que o tempo não seria o entrave para o resultado da produção feminina”, argumenta Thereza.

Salários

Outro ponto divergente entre os gêneros com relação ao mercado profissional é o salário. De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o salário das mulheres no Brasil é 28% menor do que dos homens. Em 2011, elas receberam em média R$ 1.343,81 enquanto eles ganharam R$ 1.857,63.

Segundo uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), aponta que parte das diferenças salariais entre homens e mulheres no Brasil ainda se deve à discriminação por sexo. Baseando-se na técnica de Oaxaca-Blinder, que considera variáveis como idade, escolaridade e posição na família, os estudos concluem que com curso superior e condições similares a do homem, a mulher continua ganhando menos.

O pesquisador Fábio Tatei afirma que a discriminação gera ineficiência econômica. Conforme o argumento, excelentes profissionais podem ser excluídas de cargos importantes por preconceito. Nestes casos, as consequências se refletem em resultados financeiros menores do que poderiam ser apresentados com a contratação ou investimento em determinada profissional. (Com informações do site da USP).

Preconceito

A diferença de salários entre homens e mulheres pode ser entendida como discriminação. Mas, e o preconceito menos velado? Mulheres ainda enfrentam entraves no mercado de trabalho? A engenheira Thereza Neumann relata que não enfrentou preconceito, mesmo atuando em um segmento com predominância masculina, chegando, inclusive a ser reeleita, recentemente, presidente do sindicato da categoria. “Não me lembro de preconceito por conta de gênero, até porque sempre me disponho a realizar tudo que me proponho, podendo ir além, vislumbrando os resultados e o público a ser beneficiado. E para isto acontecer, nunca estou sozinha, existem sempre homens e mulheres envolvidos nas realizações. Durante minha vida profissional surgiram grandes empecilhos, de diversas naturezas, até do tipo assédio moral, se caracterizando como um dos desafios a serem vencidos, não como mulher, mas no próprio exercício de minhas atividades funcionais”, afirma.

Para Rafaela Brito, a palavra preconceito é forte e, talvez por isso, muitas vezes ele é negado. “Esse tipo de preconceito existe, até porque é um conceito formado apenas pela aparência. Já me confundiram, por exemplo, com estagiária, sendo já coordenadora, por conta do meu tamanho – sim, sou baixinha – e tenho aquela carinha de menina, apesar de já ter passado dos 30. Então, com o tempo, fui percebendo que, quanto mais tivesse postura e segurança diante de um cliente, do público, menos essas percepções serão pautadas somente no fato de eu ser mulher, baixinha e com cara de menina”, reflete.

Conquistas

As maiores conquistas, destaca Thereza Neumann, estão na liberdade de pensar, estudar, trabalhar, poder expressar sentimentos e ter direito a escolher como viver. Ser livre de muitos preconceitos e ser respeitada como pessoa produtiva e capaz. “Acredito que um dos pontos fundamentais que nós mulheres deveríamos abraçar como conquista, seria a luta pela redução da violência generalizada que estamos vivenciando e a extinção da violência contra o gênero – Mulher”, afirma a engenheira. 

O direito ao voto, ao trabalho e a revolução sexual estão entre as conquistas citadas pela jornalista Rafaela Brito. No entanto, ela ressalta ainda o poder feminino que alterou comportamentos e estratégias de marketing. “Há alguns dias vi um post num site de marketing com algumas propagandas antigas, com mulheres sendo tratadas como donas de casa mesmo, propaganda de sapato masculino, por exemplo, com as mulheres aos “pés” dos homens. Vindo mais pra perto, até a poucos anos, víamos também propagandas de cerveja colocando as mulheres como os objetos de desejo, os homens bebendo a dita cuja e a mulherada ali, rebolando com shorts ou saias curtíssimas, sem beber cerveja, pois era bebida de ‘homem’. Isso também mudou. Hoje a mulher se coloca mais a ponto de alterar estratégias de marketing, até porque se não mudarem perdem uma fatia considerável de mercado”, conclui.

fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia/207847-61

terça-feira, 17 de março de 2015

Arquitetas invisíveis



 Cortesia de Arquitetas Invisíveis

Para celebrar o Dia das Mulheres, pedimos ao coletivo brasileiro Arquitetas Invisíveis, com sede em Brasília, que compartilhassem conosco parte de sua pesquisa que identifica e enaltece o trabalho das mulheres na Arquitetura e Urbanismo. Elas gentilmente nos cederam este material, que apresenta 48 mulheres que fizeram diferença no campo.
A intenção do projeto Arquitetas Invisíveis é apresentar, divulgar e homenagear o trabalho dessas excelentes profissionais e levantar a discussão: por que muitas delas ainda são invisíveis? E como podemos mudar esse quadro?
Após uma semana, as 48 arquitetas, que foram divididas em sete categorias - pioneiras, "nas sombras", arquitetura, paisagismo, arquitetura social, urbanismo e arquitetura sustentável -, foram apresentadas. Aqui, reunimos todas as publicações feitas e aproveitamos para agradecer, mais uma vez, ao coletivo pelo material compartilhado.
Veja a seguir todas as categorias publicadas e conheça as 48 arquitetas apresentadas pelasArquitetas Invisíveis.

Copie os links abaixo e cole no seu navegador:
http://www.archdaily.com.br/br/763310/arquitetas-in-visiveis-as-pioneiras
http://www.archdaily.com.br/br/763358/arquitetas-invisiveis-apresentam-48-mulheres-na-arquitetura-nas-sombras
http://www.archdaily.com.br/br/763417/arquitetas-invisiveis-apresentam-48-mulheres-na-arquitetura-arquitetura
http://www.archdaily.com.br/br/763444/arquitetas-invisiveis-apresentam-48-mulheres-na-arquitetura-urbanismo
http://www.archdaily.com.br/br/763618/arquitetas-invisiveis-apresentam-48-mulheres-na-arquitetura-arquitetura-social
http://www.archdaily.com.br/br/763644/arquitetas-invisiveis-apresentam-48-mulheres-na-arquitetura-paisagismo
http://www.archdaily.com.br/br/763646/arquitetas-invisiveis-apresentam-48-mulheres-na-arquitetura-arquitetura-sustentavel

segunda-feira, 16 de março de 2015

hostilizado em protesto na Capital

MANIFESTAÇÕES SIM.......HOSTILIDADES NÃO!!!

Infelizmente pessoas identificadas com o governo do PT foram hostilizadas por manifestantes durante o protesto que reuniu milhares de pessoas, neste domingo, em Porto Alegre. Na foto abaixo o companheiro "Juarez Negrão" é cercado e hostilizado por um grupo.




A Brigada Militar estimou em 100 mil o número de pessoas que participou do protesto. No meio da multidão, era possível ver pessoas com caras pintadas e com nariz de palhaço. A maioria das pessoas vestiu roupas verde e amarelo ou usou a camiseta do Brasil. Assim como ocorreu em diversas cidades brasileiras neste domingo, a maior parte das manifestações foi contra o governo federal.

Cobertura da mídia faz clara oposição ao governo Dilma

Setores da mídia tradicional brasileira enfatizaram sua oposição ao governo e ao PT neste domingo. Por meio de suas concessões, grupos como "Lobo" e "Jovem Pano" convocaram a população a aderir aos protestos realizados em diversas cidades do país, reforçando discursos difundidos pelo PSDB e do DEM.


Por meio de sua programação, a TV "LOBO", não mediu esforços para ampliar a visibilidade dos atos. Chamadas ao vivo foram realizadas ao longo de sua programação com o objetivo de incitar manifestantes a aderirem aos protestos.
Durante as interrupções da programação dominical, os microfones de seus repórteres captaram gritos de guerra contra o governo, além de ofensas contra a presidenta Dilma Roussef.
               Imagem: Eduardo
Nas redes sociais, manifestantes denunciaram a emissora de tevê ao longo do final de semana por meio da hashtag #?loboGolpista. O marcador ocupou as primeiras posições dentre os assuntos mais comentatos no Twitter.
Ódio
Já o grupo "Jovem Pano", detentor de mais de 100 afiliadas em todo o País, foi ainda mais incisivo.

O apresentador Jos... Peix.., que costuma destilar ódio contra o PT e o governo diariamente, usou os microfones da emissora para chamar adesões às manifestações.

Texto: Agência PT de Notícias
Imagens: Eduardo Teixeira

Mulheres já são 1/3 no comando de pequenas e microempresas


Partidos, mídia e grupos de direita realizam marcha golpista no país


Manifestantes anti-Dilma pedem em inglês intervenção militar imediata no Brasil  

 Manifestantes anti-Dilma pedem em inglês intervenção militar imediata no Brasil

O Brasil viveu neste domingo (15) uma jornada de manifestações que marcam uma nova etapa na afanosa intentona golpista das forças reacionárias para retomar o poder.


Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de cerca de 20 capitais de estados, convocadas por grupos de direita e ultradireita, por partidos neoliberais e conservadores, como o PSDB e seus aliados. Em todos os atos era notável a predominância de pessoas da elite endinheirada, preocupada em defender seus privilégios, que consideram ameaçados pelas políticas públicas do governo democrático-popular.


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As manifestações contaram com financiamento empresarial, a infraestrutura de uma central sindical que traiu os trabalhadores brasileiros, e tiveram a seu serviço uma ampla, massiva e nauseante agitação política e propagandística realizada durante mais de um mês e desde as primeiras horas do dia pela Rede Globo de Televisão, estações de rádio e as edições on line dos principais jornais monopolistas.
A maior concentração ocorreu em São Paulo, que reuniu cerca de 200 mil pessoas. Houve também numerosas demonstrações em Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, na mais contundente manifestação política da direita brasileira nos 30 anos de vida institucional democrática que se completam precisamente neste domingo. Nesta data, em 1985, tomava posse o primeiro presidente civil, depois de 21 anos de ditadura militar.
As palavras de ordem dos direitistas se expressaram nas faixas pedindo o impeachment da presidenta Dilma, o golpe militar e a volta da ditadura, o que desmascara o verdadeiro caráter retrógrado dos “protestos”, que pretensamente seriam contra a corrupção.
Estas bandeiras indicam que, sendo de oposição ao governo da presidenta Dilma e visceralmente hostis ao PT e às esquerdas, as manifestações deste domingo são principalmente contrárias à democracia e aos direitos sociais e humanos.
A presença expressiva de manifestantes e as bandeiras antidemocráticas desafiam o governo e as forças progressistas, são uma espécie de sinal de alerta para que a esquerda e o movimento popular, a exemplo de sexta-feira (13), atualizem suas estratégias e táticas políticas e métodos de ação. Cair no defensivismo ou render-se a uma agenda contraditória com o programa vencedor nas eleições não ajudará em nada. O desafio deve ser respondido com novas manifestações com caráter progressista e em apoio ao governo democrático-popular liderado pela presidenta Dilma.
Urge retomar com ainda maior vigor a contraofensiva para assegurar a realização de reformas estruturais democráticas no país e fazer avançar o ciclo político iniciado com a primeira eleição de Lula, em 2002. Em primeiro lugar, está na ordem do dia a luta pela reforma política, conjugada com a intensificação dos esforços para a retomada do desenvolvimento nacional e a proteção aos direitos dos trabalhadores.
A marcha golpista deste domingo só foi possível pela desfaçatez com que a mídia golpista exerce o monopólio dos meios de comunicação. A convocação sistemática das manifestações, a criação de um ambiente propício ao golpe desmascaram estes veículos como instrumentos dos mais escusos interesses anti nacionais e antidemocráticos. Entre os principais desafios atuais para as forças progressistas e o governo está o enfrentamento desse monopólio, através de uma reforma profunda no setor.
A marcha golpista torna evidente a necessidade de fortalecer um núcleo de esquerda consequente no âmbito da base política e parlamentar de apoio do governo Dilma. Igualmente, é indispensável promover a unidade e aumentar a capacidade de mobilização e organização dos movimentos populares e sindicais.
Impõe-se a realização de intensa campanha política, baseada na mobilização das forças democráticas patrióticas e populares em defesa do mandato da presidenta Dilma, para assegurar que ela governe executando o programa consagrado nas urnas em outubro passado.
http://www.vermelho.org.br/noticia/260616-1

quarta-feira, 11 de março de 2015

VIA CAMPESINA e MST (BUSCA POR DIREITOS)

Em 11 de março do corrente ano, os companheiros e companheiras da VIA CAMPESINA, MST, MAB e LEVANTE DA JUVENTUDE, realizaram caminhadas pelas ruas de PORTO ALEGRE, RS, onde fizeram tremular suas bandeiras.
Percorrendo à Avenida Farrapos, Mauá, Loureiro da Silva, onde se pode contemplar a força, raça, coragem e disposição.
É necessário destacar aqui a presença das mulheres que mais uma vez em nada deixaram a desejar.
Posteriormente um grupo dirigiu-se para o CENTRO ADMINISTRATIVO FERNANDO FERRARI (CAFF), outro para a COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB) e Sede Administrativa da COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA (CEEE).
A jornada foi encerrada com retorno para a Sede do INCRA, com reunião onde foi tratado sobre as atividades do dia 12 de março.
Mais uma vez um exemplo de organização pode ser visto nesta atividade, pois não ocorreram incidentes e nenhum tipo de reclamação de qualquer órgão presente durante as atividades.
"PÁTRIA LIVRE....VENCEREMOS!!!








 Foto/Imagem: Eduardo.








Foto/Imagem: Eduardo.








Foto/Imagem: Eduardo.








 Foto/Imagem: Eduardo.








Foto/Imagem: Eduardo.








 Foto/Imagem: Eduardo.








 Foto/Imagem: Eduardo.








 Foto/Imagem: Eduardo.








Foto/Imagem: Eduardo.








Foto/Imagem: Eduardo.







Foto/Imagem: Eduardo.